sábado, 3 de dezembro de 2011

William Fevre Chileno

Ja havia tomado alguns vinhos William Fevre, gostei muito do petit chablis que tomei a alguns meses.  Em 1991 o produtor comprou alguns terrenos no Chile, ao sul de Santiago, nas margens do rio Maipo, a quase 1000 metros de altitude. Esse Grand Cuvee Chardonnay 2009 é produzido com clones trazidos da Borgonha. 10% passa por barricas de carvalhos franceses e 90% por tanques de aço inoxidavél por 10 meses. O resultado é muito bom, tem aquela untuosidade do Chardonnay envelhecido em carvalho, mas não de forma exagerada, acidez na medida certa, um vinho que fica mais agradável a cada gole na taça. Disponível no Verdemar por R$42,90, um dos campeões do custo-benefício. Na foto, para acompanhar, trouxinhas de espinafre com queijo feta, receita do Cordon Bleu.




sábado, 19 de novembro de 2011

Beaujolais Nouveau para brasileiros

Toda terceira quinta-feira do mês de novembro é comemorado na França o "Beaujolais Nouveau est arrivé". Uma grande operação é montada todo anos para distribuí-lo para vários países no mundo. O Beaujolais Nouveau feito com a uva Gamay, é um vinho jovem, muito frutado e agrada a maioria dos paladares. O ritual que se repete há mais de 60 anos não é para celebrá-lo com um bom vinho, mas sim como o primeiro vinho da safra do ano a chegar ao mercado.
Muitos criticam o vinho pela sua baixa qualidade, jogada de marketing e etc,  mas eu gosto. Ontem fomos a um restaurante de BH, famoso pela sua baixa margem de lucro cobrada nas garrafas de vinho e, surpreendentemente, ele estava sendo vendido a R$ 87,00.
Talvez mais surpreendente ainda foi que várias mesas estavam consumindo o vinho e o sommelier ainda me informou que estava sendo um sucesso de vendas desde quinta-feira. Na França uma garrafa não sai por mais de 10 €, que é a proposta do Beaujolais Nouveau, um vinho simples e barato apenas para celebrar.
Mas como não estamos na França, optei por beber um Pinot noir Neo Zelandês de mesmo valor.
Tudo isso faz lembrar o sommelier português João Pires, que em visita ao Brasil ao ser perguntado sobre o que ficou na memória sobre os vinhos no Brasil, respondeu: "O preço dos bons vinhos internacionais, nos melhores restaurantes do Brasil, custam três vezes mais do que nos restaurantes 3 estrelas do guia Michellin em Londres, e o mais íncrivel, os brasileiros pagam."

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Vinhos da Turquia (parte I)

A Turquia não é um pais conhecido pelos seus vinhos, mas nessa última semana que passamos em Istambul, provamos alguns vinhos interessantes. Começo aqui falando sobre o que mais me chamou a atenção, um vinho rosé da vinícola Sevilen. Uma vínicola fundada em 1942, localizada na cidade de Izmir, do extremo oeste da Turquia. Eles possuem plantações em 2 regiões, uma a 150 metros de altitude e outra a 900 metros. Produzem vinhos com uvas tradicionais (Merlot, Cabernet, Syrah, etc) e uvas nativas da região de nome complicado (Kalecik karasi, Bogazkere, etc). Essa garrafa de R Roze 2008 me surpreendeu bastante, feita com 40% Syrah e 60% Cabernet Sauvignon, um vinho bastante fresco, com frutas vermelhas no aroma e paladar. Acompanhou muito bem uma  tábua com queijo feta e pão pita e um "pide", espécie de pizza turca em formato de barca muito saborosa.
Talvez tenha influenciado o local agradável onde tomamos, o Palatium café & restaurante, que fica no bairro de Sultanahmet, mesas com poltronas aconchegantes, música ambiente e ótimo serviço.





sábado, 29 de outubro de 2011

Pinotage Bio 2010

A Pinotage é uma cepa exclusivamente sul-africana, um cruzamento entre Pinot noir e a Cinsault . Ja foi ícone do país, mas vem perdendo espaço para Shiraz, Sauvignon blanc, Merlot e Cabernet Sauvignon.
Esse  Danie de Wet Pinotage Bio 2010 que tomamos essa semana é muito agradável, um vinho simples, muito frutado e sem passagem por madeira, com um final levemente adocicado. Indicado para quem está começando a se familiarizar com os vinhos e quer algo mais leve.
Custa R$ 37,00 na Mistral, mas pagamos R$ 58,00 na Domenico Pizzeria, onde acompanhou a pizza Alba que eles servem, a base de gorgonzola, sementes de papoula e mel trufado, na minha opinião uma das melhores da cidade.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Fim de semana de Borgonhas

Uma opção para quem quer tomar vinhos franceses da Borgonha sem pagar muito pela garrafa de vinho são os Borgonhas tintos (pinot noir) de Côte Chalonnaise, e os borgonhas brancos (chardonnay) do distrito de Mâconnais (ambos ficam ao sul de Côte d'Or que é principal distrito da Borgonha).
Podem não ser tão bons quanto os vinhos de Côte d'Or, mas podem ser muito agradáveis e com excelente custo benefício.
Nesse final de semana tomamos 2 garrafas dessas regiões, as duas do produtor  Antonin Rodet.
A primeira um Macon-Villages 2008, um exemplar de Chardonnay bem mineral e fresco, que não passa por madeira, com muito aroma de frutas, leve e muito agradável de beber.
O segundo foi um tinto de Mercurey também 2008, com as características típicas da Pinot noir, coloração clara, quase terrosa, muito aroma de frutas vermelhas e acidez equilibrada.
Os dois exemplares estão disponíveis no Verdemar por menos de R$50,00 cada garrafa, uma excelente opção, mais baratos do que alguns vinhos locais de qualidade duvidosa.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Le Volte 2008

O Super Toscanos surgiram no final dos anos 70. Quando os vinhos Chianti perderam força, alguns produtores passaram a plantar uvas não permitidas pela legislação italiana, usando Cabernet Sauvignon, Merlot,  Cabernet Franc e outras variedades de uvas internacionais em sua composição. Dessa forma os vinhos não poderiam ser classificados nem como Chianti nem com as DOCs tradicionais e teriam de ser classificados em categorias inferiores. Só que como o resultado foram vinhos excepcionais, surgiu essa nomenclatura não oficial de "Super Toscanos".  Essa introdução foi pra falar do vinho de hoje, que na verdade é derivado dos Supertoscanos, seria um "supertoscaninho" um vinho mais simples da Tenuta dell'Ornellaia, grande produtora de Supertoscanos. Trata-se do Le Volte Bolgheri IGT 2008, um corte de Sangiovese (em maior proporção) com Merlot e Cabernet Sauvignon que  passa por 8 meses em barricas de carvalho. No ínicio me pareceu muito fechado, pesado, mas com o tempo foi ficando mais macio na boca, muito aroma de frutas e menta. No final da garrafa estava excepcional e por isso acho que vale a pena descansar algum tempo no decanter antes de ser saboreado. Um grande vinho.

sábado, 8 de outubro de 2011

Um vinho branco brasileiro de quase 20 anos de garrafa

O meu sogro, Francisco, tem alguns vinhos muito antigos em sua adega, algumas raridades de quem já comprava e apreciava vinho enquanto a bebida nem era tão comentada no Brasil como é hoje. Esse Domaine Saint Germain 1992 foi um presente dele. Procurando na internet não achei muita coisa, apenas que atualmente o produtor é a Aurora e as safras atuais são feitas a partir de trebbiano e semillon. No rótulo só constava como sendo um blanc de blancs.
Eu sei que vinhos como esse não são de guarda, ainda mais por ser de uma época que a produção nacional não apresentava a tecnologia que tem hoje. Por isso a surpresa, pois o vinho após 19 anos em garrafa estava muito bom, aromas florais e no paladar com notas de maracujá e acidez pronunciada, que se não soubesse a origem diria se tratar de um honesto Sauvignon Blanc.