Os vinhos italianos ainda são os meus preferidos. Após conhecer esse ano a encantadora cidade de Montepulciano, criei uma simpatia especial pelo Nobile de Montepulciano. Essa semana vi nas prateleiras do Verdemar esse Nobile Poggio alla Sala 2004 Riserva com um ótimo preço (estava por R$ 85,00, sendo que ja tinha visto na internet por R$150). Um vinho que passa por 30 meses em barrica de carvalho esloveno e francês e mais 8 meses em garrafa. Na boca é bastante seco, com aquela acidez pronunciada e agradável típica dos tradicionais vinhos italianos. O produtor destaca que a estimativa de guarda é de 2012 a 2020, mas essa semana ja achei que estava excelente e tem bastante capacidade de evoluir ainda mais em alguns anos. Pode ser tomado sozinho, mas vai especialmente bem acompanhando uma refeição.
Não tenho o costume de colocar receitas nesse blog, mas vou abrir uma exceção para uma receita testada por mim ontem, do Alex Atala, risoto de grãos e castanhas brasileiras que eu achei excepcional.
Ingredientes:
• 200 g de arroz arboreo
• 20 g de manteiga
• 20 g de cebola picada finamente
• 200 ml de vinho branco seco
• 600 ml de caldo de legumes
• 100 g de grãos de trigo integral
• 100 g de arroz selvagem
• 150 g de queijo parmesão ralado
• 80 g de castanha de caju
• 50 g de castanha do Pará
• Castanha de barú (um punhado basta)
• Ciboulette (como eu não tinha em casa, usei ervas de provence)
Preparo:
Cozinhe o arroz selvagem em água com sal, por 40 minutos em fogo brando ou até que os grãos estejam abertos e macios. Escorra e reserve.
Cozinhe o trigo por 1 hora em fogo brando ou até que os grãos estejam macios. Reserve.
Descasque e pique finamente a cebola.
Em uma panela derreta a manteiga refogue a cebola picada em fogo baixo até dourar. Adicione o arroz e continue refogando por mais alguns minutos. Adicione o vinho, aumente o fogo e deixe evaporar.
Cubra o arroz com caldo de legumes previamente aquecido. Cozinhe em fogo baixo, mexendo sempre, até que o arroz esteja al dente. Acrescente o caldo de legumes sempre que necessário durante o cozimento.
Pique finamente a ciboulette. Reserve.
Quebre levemente as castanhas de caju e separe algumas castanhas inteiras para decoração.Reserve
Rale as castanhas do Pará com um ralador fino. Reserve.
Adicione o trigo, o arroz selvagem ao arroz. Desligue o fogo e some a manteiga, o parmesão e mexa bem. Acrescente as castanhas de caju, a castanha do pará ralada e corrija o sal se necessário. Por último, adicione a ciboulette picada.
Montagem
Coloque o risoto em um prato fundo. Finalize o prato com uma castanha de caju, uma castanha do Pará e uma castanha de barú.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Torbreck Woodcutter Semillon 2006
A uva Sémillon é uma parceira clássica da Sauvignon blanc, mas seus vinhos são menos ácidos. É uma das uvas mais importantes da Austrália e da França, pois entra na composição do vinho de sobremesa Sauternes.
Esse Sémillon é justamente da Austrália, da região do vale Barossa ao norte de Adelaide, cultivada nas montanhas mais frias da região junto com a Riesling, onde passa 12 meses em barricas de carvalho.
Um vinho muito agradável de ser tomado, pouco ácido com muito aroma de ervas e um leve sabor de caramelo ao final. Apesar dos 14% de graduação alcoolica, no paladar o alcool é quase imperceptível. Recebeu 90 pontos de RP
Esse Sémillon é justamente da Austrália, da região do vale Barossa ao norte de Adelaide, cultivada nas montanhas mais frias da região junto com a Riesling, onde passa 12 meses em barricas de carvalho.
Um vinho muito agradável de ser tomado, pouco ácido com muito aroma de ervas e um leve sabor de caramelo ao final. Apesar dos 14% de graduação alcoolica, no paladar o alcool é quase imperceptível. Recebeu 90 pontos de RP
sábado, 30 de julho de 2011
FVLVIA Pinot Noir 2009
A pinot noir é uma das minhas uvas favoritas, uma uva chata de ser cultivada, exigente e peculiar em relação ao clima e ao solo. É a uva dos famosos borgonhas tintos franceses. Li algumas reportagens sobre o Fulvia Pinot Noir 2009, inclusive os elogios rasgados ao vinho feitos por Ed Motta. Marco Danielle, seu polêmico produtor é um defensor dos vinhos orgânicos. Esse Pinot noir tem pequena produção, é produzido com desengace manual das uvas, sem uso de bomba, transporte do mosto por gravidade, sem bombeamento, e com nada (ou quase) nada de SO2 como conservante. Na taça a primeira impressão ao olhar é tratar-se de um suco de uva, muito ralo, coloração muito pálida. No paladar a impressão é de suavidade, boa acidez e sabor muito frutado, que lembra frutas vermelhas, álcool quase imperceptível. Realmente um dos melhores vinhos brasileiros que ja provei. Infelizmente não está a venda em lojas e só pode ser adquirido direto com o produtor com a compra mínima de 6 garrafas.
sábado, 23 de julho de 2011
Miolo Millésime
Há algum tempo estava querendo experimentar o Miolo Millésime, espumante top de linha da vinícola. Um corte de Chardonnay e Pinot Noir na mesma proporção, envelhece 18 meses nas próprias leveduras antes de ser liberado ao mercado.
Achamos bem equilibrado, acidez na medida certa, fresco e leve com uma certa cremosidade. Um bom espumante, mas talvez pela expectativa criada, não achei tão superior ao próprio Miolo tradicional Brut, pra mim um dos campeões do custo-benefício. Talvez pelos R$ 75,00 cobrados em média pela garrafa do Millésime em Belo Horizonte haja outras opções mais interessantes de espumantes.
Para acompanhar comemos uma polenta com fundos de alcachofra e queijo de cabra, na foto, (sempre da Pri)
Achamos bem equilibrado, acidez na medida certa, fresco e leve com uma certa cremosidade. Um bom espumante, mas talvez pela expectativa criada, não achei tão superior ao próprio Miolo tradicional Brut, pra mim um dos campeões do custo-benefício. Talvez pelos R$ 75,00 cobrados em média pela garrafa do Millésime em Belo Horizonte haja outras opções mais interessantes de espumantes.
Para acompanhar comemos uma polenta com fundos de alcachofra e queijo de cabra, na foto, (sempre da Pri)
sábado, 16 de julho de 2011
Escudo Rojo 2008
Esse Escudo Rojo 2008, veio em uma das remessas do ClubeW da Wine. Um vinho da parceria chilena com Baron Philippe de Rothschild, corte de Caménère(40%), Cabernet Sauvignon(38%), Syrah(20%) e Cabernet Franc(2%). Ja tinha aberto uma das garrafas e não me agradou muito, tentei dar outra chance dessa vez deixando aerar por cerca de 1 hora e achei que o vinho ganhou um pouco, taninos fortes e madeira muito presente. Um vinho que precisa de um acompanhamento com comida, porque sozinho é difícil de beber. Na foto um risoto de aspargos com açafrão e limão siciliano, que deixou o vinho bem mais agradável de se tomar. Na ficha técnica da Wine coloca como 5 anos a estimativa de guarda e como ainda sobraram 2 garrafas na adega, vou deixar por lá por um tempo pra ver se ele evolui um pouco.
* a foto foi produção da Pri
* a foto foi produção da Pri
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Cusumano Insolia
Há algum tempo tenho uma predileção pelos vinhos italianos, tanto brancos, quanto tintos e esse Cusumano IGT Insolia 2009 da Sicilia é produzido de uma uva que eu não conhecia. A Insolia é uma uva ícone da região (é também utilizada na composição dos vinhos fortificados Marsala). O Cusumano envelhece 4 meses em tanques de aço inoxidável. Tem acidez elevada e, talvez se fosse uma degustação as cegas, acho que apostaria ser um sauvignon blanc, na boca um pouco de maracujá e bastante refrescante. Vale pela experiência de experimentar um vinho de uma uva ícone regional, mas pouco conhecida por aqui. Recebeu 85 pontos Wine Enthusiat. R$ 40,00 na Wine.
sábado, 2 de julho de 2011
Cava Castellroig
Cava são espumantes espanhóis produzidos pelo método tradicional (champenoise) e que utilizam predominantemente uvas locais espanholas ( Macabeo, Parellada, Malvasia, Xarello e etc). Quase todos vém da região de Penedés, perto de Barcelona e obrigatoriamente envelhecem por 9 meses em garrafa.
Semana passada abrimos esse Cava Castellroig Brut, um cava bem equilibrado e fresco, cor amarelo palha, bastante ácido, com gosto de frutas cítricas e fermento. Recebeu 88 pontos de R. Parker e 81 da W.Spectator.
Eu sempre gosto muito da harmonização de espumantes com cogumelo, por isso pra acompanhar fiz esse creme de cogumelos trufado com polenta gratinada, combinação perfeita.
Semana passada abrimos esse Cava Castellroig Brut, um cava bem equilibrado e fresco, cor amarelo palha, bastante ácido, com gosto de frutas cítricas e fermento. Recebeu 88 pontos de R. Parker e 81 da W.Spectator.
Eu sempre gosto muito da harmonização de espumantes com cogumelo, por isso pra acompanhar fiz esse creme de cogumelos trufado com polenta gratinada, combinação perfeita.
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