segunda-feira, 3 de junho de 2013

Degustação as cegas de vinhos da Toscana


3o  Encontro da Confraria


Mais um intervalo grande sem novas postagens e consequentemente muita coisa pra escrever.
O assunto de hoje é o 3o encontro de nossa confraria, o tema sugerido foram vinhos da Toscana, assunto extenso, que poderia render inúmeros posts, mas colocarei aqui apenas os resultados de mais uma degustação as cegas de vinhos bem interessantes.

Foram 5 vinhos escolhidos aleatoriamente, um Nobile de Montepulciano, um Chianti clássico, um Brunello de Montalcino, um Rosso de Montalcino e um Supertoscano. Nenhum dele ultrapassando o valor de R$150,00. A pontuação foi de 0 a 10 e no final, eliminei a menor e a pior nota de cada vinho, sendo um total possível de 60 pontos.

5o lugar – 39,5 pontos
Brunello de Montalcino Il Poggione 2007 (R$ 130,00)

Talvez um pouco injustiçado por ter apenas 6 anos de garrafa e ainda não ter atingido a sua maturidade (sabemos que os Brunellos atingem o seu auge após 15, 20 anos de garrafa). Agradou muito pouco, as opiniões foram que estava muito ácido e alcóolico. Curioso é que fiz um post sobre esse vinho, um safra 2005, que na época me agradou bastante. Clique aqui para ler

4o lugar – 42 pontos
Chianti Classico Mannucci Droandi Ceppeto Riserva 2009 ( R$49,00)

Um corte de 90% Sangiovese e 10% Merlot, aparentou ser mais encorpado e com mais taninos presentes do que os demais

3o lugar – 46,5 pontos
Nobile de Montepulciano Gattavecchi 2006 (R$58,00)

O “nobre” de Montepulciano corte de Prugnolo gentile (clone de Sangiovese ) com uma pequena porcentagem de Canaiolo. Estava bastante frutado e equilibrado, durante a degustação eu tinha certeza que se tratava do supertoscano.

2o lugar – 48 pontos
Rosso de Montalcino Collosorbo 2010 (R$ 70,00)

Grande supresa da noite, perdeu  o 1o lugar em disputa apertada, sendo que particularmente foi o meu preferido.  Mas ganhou como melhor custo benefício da noite. Muito frutado, leve, um vinho muito fácil e agradável de ser bebido.

1o lugar
Ornellaia Le Volte 2008  (R$ 140,00)

O vinho mais simples da famosa Tenuta dell’ Ornellaia. Corte de 50% Sangiovese, 40% Merlot e 10% Cabernet Sauvignon. Foi o que agradou a maioria, muito aroma de frutas e no paladar com acidez muito bem equilibrada.


sábado, 5 de janeiro de 2013

Espumantes brasileiros

Tema da Confraria de Janeiro : Espumantes brasileiros

O tema do encontro de nossa confraria esse mês foram os espumantes brasileiros, Charmat x Champegnoise. Escolhi 5 garrafas da seguinte forma, 2 espumantes elaborados pelo método Charmat, um mais caro e teoricamente mais famoso e um mais "simples". E da mesma forma para os 2 exemplares elaborados pelo método Champegnoise. Como intruso coloquei uma garrafa de um Cava. 

Acho as degustações as cegas sensacionais pois servem para quebrar alguns mitos e preconceitos e nos ajuda a entender que o mais importante é o gosto pessoal de cada um. O resultado final foi surpreendente e está relatado abaixo.

O único não cego na degustação era eu, que fiquei encarregado de escolher, comprar e servir os espumantes. Cada participante deu notas de 0 a 10, a menor nota e a maior de cada espumante foram excluídas e a nota máxima seria então 70 pontos.

5o lugar - 33 pontos - Cava Marrugat Brut (R$: 34,90)

Os Cavas são ótimos pelo seu custo benefício, apesar de ninguem ter achado um espumante ruim, foi só classificado como inferior aos outros degustados, talvez fosse o menos aromático da noite e esse tenha sido o motivo

4o lugar - 44 pontos - Miolo Millésime 2009 (R$ 89,90)

Talvez o resultado mais surpreendente da noite, famoso espumante brasileiro que ja representou bem o Brasil em vários concursos, o espumante top de linha da Miolo, produzido apenas em anos de safras muito boas, fica cerca de 20 meses fermentando em garrafa. A maioria o achou levemente adocicado, o que soa até estranho em se tratando de um Brut

3o lugar - 58 pontos - Chandon Reserve Brut  (R$ 59,90)

Um dos mais populares espumantes da Chandon no Brasil, feito pelo método Charmat, agradou bastante, frutado na medida certa o que não o torna enjoativo.

2o lugar - 59 pontos - Salton Brut (24,90)

Outra surpresa, esse espumante da Salton é muito honesto, agradou bastante, bem equlibrado e refrescante e pelo preço, um campeão do bom custo benefício.

1o lugar - 60 pontos - Miolo Cuvée Tradition Brut (R$ 32,90)

Na minha opinião a Miolo acertou a mão com esse espumante elaborado pelo método tradicional. Há muito tempo que sou fã desse exemplar pelo que ele entrega pelo preço. Bolhas muito pequenas, acidez na medida certa e um leve toque de leveduras mas sem nenhum amargor.

Espumantes na ordem em que foram servidos da esquerda para a direita


Confraria dos Amiguis






domingo, 2 de dezembro de 2012

Confraria dos Amiguis

Confraria : Pinot noir

Nesse sabado fizemos a primeira reunião da nossa confraria. O tema sugerido foi pinot noir de diferentes países.  É minha uva preferida e como disse André Tchelistcheff, " Deus fez a cabernet, o Diabo fez a pinot noir" tamanha é a dificuldade de cultivo dessa casta. Enfim, cada integrante trouxe um vinho ja envolto em papel aluminio, o que possibilitou que eu tambem pudesse permanecer cego durante a degustação. Para deixar um pouco mais interessante, acrescentei uma garrafa de tempranillo  Ribera del Duero. O resultado está descrito abaixo. Atribuimos notas de 0 a 5 e ao final eliminei a menor e a maior nota de cada um, sendo a pontuação máxima 30 pontos.

5o lugar - 12 pontos
Montes Pinot Noir 2010 -  Vale de Casablanca - Chile

Foi o segundo a ser degustado e apesar de ser um vinho ate relativamente bem visto pelo custo beneficio , foi unanimidade a falta de equilibrio devido ao gosto de alcool muito evidente. Alguns entendidos criticam os pinot noir da America do Sul por serem ou muito alcoolicos ou muito amadeirados e nesse caso não foi diferente.

3o lugar - empatados com 17 pontos 
Trinity Hill Pinot Noir 2010 e Finca Resalso Emilio Moro 2010 (Tempranillo)

O neozelandes se mostrou pouco complexo, ficou no meio do caminho, não chamou muita atenção e tambem não desagradou. Escolhi a tempranillo pois esperava que por ser mais leve e frutada pudesse ser confundida com um pinot, mas me enganei, a cor mais escura ja chamou atenção e o sabor bem mais encorpado e com taninos mais presentes. No momento da degustação quase todos ja perceberam que era o vinho "penetra"
2o lugar - 24 pontos
Chateau de Mercey Antonin Rodet Mercurey 2008

Os grandes borgonhas são muito caros e vem em sua maioria de Côte d'Or. Mas ao sul, em Côte Chalonnaise são produzidos em alguns vilarejos bons borgonhas por preços mais acessiveis. Mercurey é um deles e ja há algum tempo aprecio os vinhos de Antonin Rodet.
Muito equilibrado, sabor de fruta evidente e alcool quase imperceptível, um otimo vinho na minha opinião.

1o lugar - 28 pontos

Redtree Pinot Noir 2009 - California 

Após o resultado fui pesquisar sobre esse vinho que eu não conhecia e achei alguns fatos curiosos. É um vinho que custa cerca de 10 dolares nos EUA e ja recebeu 88 pontos da wine spectator e logo apos foi muito mal avaliado e criticado por uma série de criticos.
Foi o campeão da noite, muito sabor de fruta, agradável no olfato e paladar, a garrafa acabou rapidamente, um belissimo exemplar de pinot noir da California na nossa opinião


domingo, 2 de setembro de 2012

Chateauneuf Du Pape Laurence Féraud 2006

Chateauneuf du Pape é uma AOC de vinho da França que fica na região sudeste, próxima ao vilarejo de mesmo nome. A AOC permite 13 variedades de uva, mas os vinhos geralmente são dominados pela Grenache. Esse ótimo Chateauneuf Du Pape Laurence Feraud estava em promoção na Grand Cru na última semana por incríveis 1/4 do preço usual. Além da Grenache, leva em sua composição também Syrah e Mourvedre. Descansa em barricas de carvalho por cerca de 2 anos antes de ir para a garrafa. Como ainda está jovem ( é um vinho que pode ser guardado por até 15 anos) achei muito encorpado e nem por isso enjoativo, muitas notas de café e couro principalmente, um excelente vinho.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Tignanello 2005

Já se vão 4 meses desde a última postagem, inclusive a idéia de colocar aqui os relatos da viagem em ordem cronológica com os vinhos que degustamos na Alsácia perdeu um pouco o sentido. Foram 4 meses de ausência devido a mudança de casa e por isso muito trabalho, que ainda não acabou. Mas enfim, o post de hoje é pra falar de um dos vinhos que eu mais aguardava pra beber da minha adega. 

Essa garrafa de Tignanello 2005 eu adquiri em uma pequena loja de vinhos em  Orvieto, em maio de 2011. A ocasião para a degustação foi o aniversário da Pri, na última quinta-feira. Estávamos sem fome e tomamos a garrafa sem nenhum acompanhamento, para um vinho tinto, não lembro qual foi a última vez que bebemos assim. É logico que a expectativa criada e o nome do vinho envolvido falseia um pouco o quanto ao quanto apreciamos o vinho, até por se tratar de uma safra, 2005, não tão reconhecida como outras. 

É um supertoscano composto de 85% Sangiovese, 10% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc. Na boca, mostrou-se encorpado,  mas não com a potência exagerada ca cabernet que as vezes me incomoda, equilibrado, com  taninos ja mais macios pelos seus 7 anos de garrafa. Não apareceu também aquele amargor que costuma aparecer em alguns vinhos ja no final da garrafa. Resumindo, um vinhaço. Pena que seu preço não nos permite toma-lo com frequência. Custou-me 50 euros, mas aqui so conseguimos por mais de R$400,00.



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Visita a Dr. Loosen

Sempre que viajamos para roteiros onde o vinho é a principal atração, gosto de experimentar de tudo, dos vinhos de mesa nos restaurantes mais simples até vinhos genéricos sem rótulos vendidos em taças. Além disso programamos visitas a produtores conhecidos. O escolhido no vale do Mosela foi a Dr. Loosen pela fama que seus vinhos alcançam. Segundo Jancis Robinson foi Ernst Loosen quem "inseriu o vinho alemão no cenário mundial no século XXI". 
A sede da vinícola fica em Bernkastel a 50km de Trier onde estávamos. Fomos muito bem recebidos numa manhã fria e chuvosa de sábado em uma bonita propriedade nas margens do Mosela. A degustação custa 17 Euros por pessoa e são servidos 8 vinhos. Confesso que da terceira taça em diante fica difícil identificar as particularidades de cada rótulo (não foi servido nada para limpar o paladar e os 8 vinhos foram servidos todos na mesma taça em sequencia). Apesar disso a degustação foi muito boa. Os vinhos da Dr. Loosen são muito refrescantes, ácidos, mas muito bem equilibrados, alguns com teor alcoolico de apenas 7%, o que os torna extremamente fáceis e agradáveis de beber. Abaixo o menu dos vinhos servidos e algumas das garrafas que trouxemos. O Wehlener Sonnenuhr chamou muito a atenção pelo fato de ter um começo levemente adocicado e um final muito seco e apenas 7,5% de graduação alcoolica.





















A pequena e simpática Bernkastel, sede da vinícola

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Winebar informal e barato....pena que não é no Brasil

Trier fica quase na fronteira da Alemanha com a França e Luxemburgo, cidade muito antiga (fundada ano 16 a.C.) que tem a Porta Nigra, antiga porta de entrada da cidade uma de suas principais atrações. Ficamos na cidade por 4 noites pois é uma ótima base para explorar o vale do Mosela e arredores. 
Apesar da cidade ter algumas boas atrações, o que mais me chamou a atenção e se tornou meu ponto preferido foi esse "quiosque" de vinhos na praça do mercado, próxima a Porta Nigra. 
Trata-se de um pequeno produtor de vinhos em um espaço onde vende seus vinhos em taças e as pessoas que estão passando por ali passeando, fazendo compras, (ou maridos esperando que as mulheres façam compras) param um pouco e em pé mesmo, de maneira bem informal tomam uma taça de vinho enquanto conversam. Eles ainda oferecem cestinhas com torradas para acompanhar como cortesia. Tirei uma foto do "menu" dos vinhos, que em Euro são muito baratos e mesmo convertendo pra Real ainda ficam com o preço muito bom. 



Porta Nigra

terça-feira, 17 de abril de 2012

Leitz Weingut em Rudesheim

Um restaurante muito bom que fomos por 2 vezes em Rudesheim foi o Da Toni, um restaurante de comida italiana muito agradável. Um fato curioso foi que pedimos um vinho e estávamos tomando enquanto aguardávamos as pizzas e entrou um grupo no restaurante, nisso o garçom que estava nos servindo falou meio que inglês meio que em alemão que um dos homens que entrou com o grupo era o produtor do vinho que estávamos bebendo. Ele nos cumprimentou e disse: "Espero que gostem".  De fato o vinho era muito bom, o Eins-Zwei-Dry, um Riesling típico alemão muito saboroso.
Pesquisando depois descobri que se tratava de  Johannes Leitz, proprietário da Vinícola Leitz, que tem a maioria de seus vinhedos em Rudesheim e segundo o rótulo do vinho e o site da vinícola foi eleito o "German winemaker of the year"de 2011.


Vinhedos em Rudesheim

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Rudesheim e Georg Breuer

Ja faz algum tempo sem novas postagens, mas acabo de voltar de férias de uma ótima viagem para os vales do Reno e Mosela na Alemanha  e Alsácia, na França, que renderá vários posts. A idéia inicial era fazer a rota do vinho na Alemanha,  a "Deutsche Weinstrabe", antiga e famosa, mas ficariam faltando alguns locais que eu gostaria muito de conhecer e por isso elaborei um roteiro com 3 cidades base, uma em cada local. A primeira cidade, onde ficamos 5 noites foi Rudesheim, região de Rheingau. Os vinhedos ficam nas encostas na margens do rio Reno e a Riesling é a uva dominante.

Rudesheim, vinhedos o Vordeburg ao fundo, antigo
castelo onde hoje funciona um  museu do vinho 


Ficamos hospedados no Rudesheimer Breuer Schloss, hotel de propriedade da família Breuer, que produz os famosos Rieslings Georg Breuer, dos mais conceituados da Alemanha, ótimo hotel, perto da principal rua da cidade, com vários restaurantes a lojas de vinho, mas o melhor é que o frigobar era abastecido por vinhos da casa. O Sauvage é o Riesling de entrada da vinícola, mais seco, mineral e muito agradável de beber.



segunda-feira, 5 de março de 2012

Orvieto Coli

Ja fiz um post sobre os vinhos brancos de Orvieto. Feito a partir da uva Trebbiano em maior proporção, esses vinhos brancos da Úmbria sempre me agradam muito. Vinho leve e refrescante, acidez equilibrada e ótimo para acompanhar uma massa com molho leve ou risoto. Nesse dia acompanhou um risoto com cogumelos trufados. Por cerca de R$30,00,  considerei uma boa compra. Mas confesso que não consegui achar mais nenhuma informação sobre o produtor.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um pouco sobre Rieslings alemães

Os melhores vinhos da Alemanha vem em sua maioria dos vales dos rios Reno e Mosel e a principal uva é a Riesling. Os vinhos brancos alemães produzidos com a Riesling são ácidos e frutados e não passam por madeira. Eles podem ser consumidos jovens quando o sabor frutado será mais evidente ou podem ser guardados por até 2 décadas quando estarão com seus aromas mais desenvolvidos. 
O sistema de classificação é baseado no tempo de maturação da uva, que confere um "Prädikat" ao vinho, são siglas e nomes em alemão mais complexos que não vou entrar em detalhes. Em alguns rótulos podemos identificar as denominações Trocken (seco) lieblich (doce) e halbtrocken (meio-seco).

Essa semana abri um Riesling Fritz Haag 2007 que estava guargadado na adega. A vínicola Fritz Haag fica no coração do vale do Mosela e tem um histórico de vinhos bem pontuados por revista especializadas. Ja começa agradando pelo rótulo, simples, limpo, escrito apenas o que é necessário. Apesar de 5 anos de guarda ainda estava bastante frutado com sabor mineral e refrescante, achei até algo frisante, ainda com resquício da fermentação. Um ótimo vinho, principalmente para ser consumido agora no verão.




quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cave Geisse Nature

A vínicola Geisse, da serra gaúcha, foi fundada há mais de 30 anos, mas seus espumantes ganharam certa notoriedade recentemente quando há alguns anos seu espumante premium, o Cava Geisse Terroir ganhou em uma degustação as cegas de Champagnes como Moet & Chandon, Veuve Clicquot e Taittinger, promovida pela sociedade de amigos do vinho de Brasília. Alguns especialistas colocam os espumantes cave Geisse como os melhores espumantes brasileiros.
"Nature"é a denominação que se dá aos espumantes mais secos disponíveis, pois não recebem nenhuma adição de açucar. São os meus preferidos e muito fáceis de combinar com qualquer tipo de prato.
O cave Geisse nature é um excelente exemplar de espumante brasileiro, feito com 70% Chardonnay e 30% Pinot noir, é muito claro, quase branco com bolhas delicadas e sabor intenso e refrescante. Comprei na Casa do Porto por R$ 61,00.


sábado, 17 de dezembro de 2011

Eleitos 2011 de Jorge Lucki na Zahil

Recebi um e-mail promocional da Zahil com a lista de Jorge Lucki dos melhores vinhos do novo mundo de 2011. Ele é colunista do "Valor Econômico", consultor do guia "Descorchados" e de vários livros sobre vinhos traduzidos no Brasil. A lista é grande e a Zahil colocou apenas os rótulos que eles têm disponíveis (óbvio), que repasso aqui. Não experimentei nenhum deles, mas fiquei curioso e estão na minha lista de próximas compras.

Melhor relação qualidade/preço existente no mercado brasileiro

Austrália - The Footbolt Shiraz 2008 - Austrália  (R$ 119,00)

África do Sul - Rupert e Rothschild Classique 2008 (R$ 130,00)

Chile - Aquitania Reserva Cabernet Sauvignon 2009  ( R$ 73,00)

Argentina - Pontillo Malbec 2010  ( R$ 44)

Argentina - Winemaker's selection 2008 Salentein ( R$ 67,00)

A Zahil fica na Rua Outono numero 81, funciona junto com  o restaurante Outono 81.

Brunello de Montalcino em promoção


Há algum tempo acho que o melhor lugar pra comprar vinhos em Belo Horizonte é no Verdemar, a variedade é grande e, os preços que observei comparando com outras distribuidoras é sempre melhor. Estou falando isso porque estive lá essa semana e eles estão com diversos vinhos em promoção. A melhor oferta que achei foi esse post de hoje, Brunello de Montalcino Il Poggione 2005. Tudo bem que 2005 não foi uma excelente safra (como 2006) para os Brunellos devido ao excesso de chuvas, mas esse Brunello mesmo assim é um senhor vinho, recebeu 4 de 5 estrelas pelo consórcio de Brunellos e 93 pontos de Robert Parker. Feito com 100% Sangiovese (Brunello), descansa em carvalho farncês por 36 meses antes de ir pra garrafa. Na taça tem cor levemente alaranjada e no paladar lembra um bom Chianti, só que levemente mais frutado, acidez equilibrada, vai bem sozinho ou melhor ainda acompanhando uma boa massa ou pizza, um verdadeiro ícone da Itália. Vale muito a pena pois está sendo vendido quase no preço "europa", por R$ 99,00, sendo que é raro acharmos por aqui qualquer Brunello, mesmo que de qualidade inferior por menos de R$ 200,00.
Para quem quiser guardar, também vale a pena, pois é um vinho que deve evoluir e melhorar muito com até mais 10 anos de guarda.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Planeta Alastro 2008

Gosto muito dos Vernaccia de San Gimignano e dos Orvieto, mas esse vinho branco da Sicília também é muito bom. A Planeta que tem vários vinhos bem pontuados produz esse Alastro Bianco no norte da Sicília, feito com  70% Grecanico e 30% Chardonnay. Passa por 6 meses em tanques de aço e mais algum tempo em carvalho. De cor amarelo bem forte, mistura um sabor frutado com acidez elevada, ótimo para acompanhar entradas leves.
Já há algum tempo sempre tenho alguns na minha adega para abrir ao acaso, sem planejar, e beber  acompanhado apenas por algumas fatias de pão com um bom azeite.
Disponível na Wine por R$60,00 ( R$ 48,00 no clubeW)


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Vinhos do Porto

Nunca fui um grande fã de vinhos do Porto, mas isso está começando a mudar. Se já é difícil escolher uma garrafa de vinho na prateleira da loja com vários nomes desconhecidos nos rótulos, escolher um vinho do Porto então é tarefa ainda mais complicada. São muitos estilos, com subvariedades dentro deles. Vou tentar fazer uma síntese bem pequena que talvez ajude a decifrar um pouco os vários nomes que você vai achar nos vinhos do porto. Existem mais subclassificações, mas colocarei apenas as que eu acho principais. É importante lembrar que a maioria desses vinhos não apresenta a safra no rótulo porque são misturas de várias safras, quando a safra é excepcional então é feito um porto especial que será mencionado mais adiante.

Ruby: Frutado e simples, envelhece em madeira menos tempo, grandes barris com pouca superfície de contato com a madeira

Vintage Character: Mistura de vários Rubys de qualidade superior que envelhecem um pouco mais em madeira

Tawny: Envelhecem mais tempo em madeira (10 a 40 anos ou mais) em barris menores que aumentam a superfície de contato, são mais complexos e de cor vermelho tijolo, são por isso também geralmente mais caros do que os Ruby.

Porto Colheita (diferente do Vintage): É um Tawny de uma única safra

LBV ( Late Bottled Vintage): Esse apresenta a safra no rótulo, é de uma safra específica, mas que não foi uma safra excepcional, como o proximo:

Porto Vintage: É a mistura de um único ano dos melhores vinhedos de uma casa, engarrafado jovem e deve ser envelhecido em garrafa durante muito tempo antes de ser consumido.

Só pra terminar o post, há pouco tempo tomei um vinho do Porto excepcional na casa do Flávio, amigo já há mais de 10 anos, pra comemorar o nascimento do seu primeiro filho, Artur. Um de seus parentes possui uma quinta em Portugal que produzia vinhos do Porto, produção familiar, como pode ser observado pelo rótulo, sem nenhuma classificação mencionada. Parece que a garrafa é muito antiga, realmente o vinho apresentava um halo de envelhecimento, com muitas borras no fundo da taça. Ao paladar notas de amêndoa e mel e ótima acidez. Um vinho sensacional que harmonizou perfeitamente com um pirulito de chocolate de lembrancinha do Artur.


Fonte: Vinho para leigos. McCarthy E, Ewing-Mulligan M. Altasbooks 2008.


sábado, 3 de dezembro de 2011

William Fevre Chileno

Ja havia tomado alguns vinhos William Fevre, gostei muito do petit chablis que tomei a alguns meses.  Em 1991 o produtor comprou alguns terrenos no Chile, ao sul de Santiago, nas margens do rio Maipo, a quase 1000 metros de altitude. Esse Grand Cuvee Chardonnay 2009 é produzido com clones trazidos da Borgonha. 10% passa por barricas de carvalhos franceses e 90% por tanques de aço inoxidavél por 10 meses. O resultado é muito bom, tem aquela untuosidade do Chardonnay envelhecido em carvalho, mas não de forma exagerada, acidez na medida certa, um vinho que fica mais agradável a cada gole na taça. Disponível no Verdemar por R$42,90, um dos campeões do custo-benefício. Na foto, para acompanhar, trouxinhas de espinafre com queijo feta, receita do Cordon Bleu.




sábado, 19 de novembro de 2011

Beaujolais Nouveau para brasileiros

Toda terceira quinta-feira do mês de novembro é comemorado na França o "Beaujolais Nouveau est arrivé". Uma grande operação é montada todo anos para distribuí-lo para vários países no mundo. O Beaujolais Nouveau feito com a uva Gamay, é um vinho jovem, muito frutado e agrada a maioria dos paladares. O ritual que se repete há mais de 60 anos não é para celebrá-lo com um bom vinho, mas sim como o primeiro vinho da safra do ano a chegar ao mercado.
Muitos criticam o vinho pela sua baixa qualidade, jogada de marketing e etc,  mas eu gosto. Ontem fomos a um restaurante de BH, famoso pela sua baixa margem de lucro cobrada nas garrafas de vinho e, surpreendentemente, ele estava sendo vendido a R$ 87,00.
Talvez mais surpreendente ainda foi que várias mesas estavam consumindo o vinho e o sommelier ainda me informou que estava sendo um sucesso de vendas desde quinta-feira. Na França uma garrafa não sai por mais de 10 , que é a proposta do Beaujolais Nouveau, um vinho simples e barato apenas para celebrar.
Mas como não estamos na França, optei por beber um Pinot noir Neo Zelandês de mesmo valor.
Tudo isso faz lembrar o sommelier português João Pires, que em visita ao Brasil ao ser perguntado sobre o que ficou na memória sobre os vinhos no Brasil, respondeu: "O preço dos bons vinhos internacionais, nos melhores restaurantes do Brasil, custam três vezes mais do que nos restaurantes 3 estrelas do guia Michellin em Londres, e o mais íncrivel, os brasileiros pagam."

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Vinhos da Turquia (parte I)

A Turquia não é um pais conhecido pelos seus vinhos, mas nessa última semana que passamos em Istambul, provamos alguns vinhos interessantes. Começo aqui falando sobre o que mais me chamou a atenção, um vinho rosé da vinícola Sevilen. Uma vínicola fundada em 1942, localizada na cidade de Izmir, do extremo oeste da Turquia. Eles possuem plantações em 2 regiões, uma a 150 metros de altitude e outra a 900 metros. Produzem vinhos com uvas tradicionais (Merlot, Cabernet, Syrah, etc) e uvas nativas da região de nome complicado (Kalecik karasi, Bogazkere, etc). Essa garrafa de R Roze 2008 me surpreendeu bastante, feita com 40% Syrah e 60% Cabernet Sauvignon, um vinho bastante fresco, com frutas vermelhas no aroma e paladar. Acompanhou muito bem uma  tábua com queijo feta e pão pita e um "pide", espécie de pizza turca em formato de barca muito saborosa.
Talvez tenha influenciado o local agradável onde tomamos, o Palatium café & restaurante, que fica no bairro de Sultanahmet, mesas com poltronas aconchegantes, música ambiente e ótimo serviço.





sábado, 29 de outubro de 2011

Pinotage Bio 2010

A Pinotage é uma cepa exclusivamente sul-africana, um cruzamento entre Pinot noir e a Cinsault . Ja foi ícone do país, mas vem perdendo espaço para Shiraz, Sauvignon blanc, Merlot e Cabernet Sauvignon.
Esse  Danie de Wet Pinotage Bio 2010 que tomamos essa semana é muito agradável, um vinho simples, muito frutado e sem passagem por madeira, com um final levemente adocicado. Indicado para quem está começando a se familiarizar com os vinhos e quer algo mais leve.
Custa R$ 37,00 na Mistral, mas pagamos R$ 58,00 na Domenico Pizzeria, onde acompanhou a pizza Alba que eles servem, a base de gorgonzola, sementes de papoula e mel trufado, na minha opinião uma das melhores da cidade.