terça-feira, 17 de abril de 2012

Leitz Weingut em Rudesheim

Um restaurante muito bom que fomos por 2 vezes em Rudesheim foi o Da Toni, um restaurante de comida italiana muito agradável. Um fato curioso foi que pedimos um vinho e estávamos tomando enquanto aguardávamos as pizzas e entrou um grupo no restaurante, nisso o garçom que estava nos servindo falou meio que inglês meio que em alemão que um dos homens que entrou com o grupo era o produtor do vinho que estávamos bebendo. Ele nos cumprimentou e disse: "Espero que gostem".  De fato o vinho era muito bom, o Eins-Zwei-Dry, um Riesling típico alemão muito saboroso.
Pesquisando depois descobri que se tratava de  Johannes Leitz, proprietário da Vinícola Leitz, que tem a maioria de seus vinhedos em Rudesheim e segundo o rótulo do vinho e o site da vinícola foi eleito o "German winemaker of the year"de 2011.


Vinhedos em Rudesheim

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Rudesheim e Georg Breuer

Ja faz algum tempo sem novas postagens, mas acabo de voltar de férias de uma ótima viagem para os vales do Reno e Mosela na Alemanha  e Alsácia, na França, que renderá vários posts. A idéia inicial era fazer a rota do vinho na Alemanha,  a "Deutsche Weinstrabe", antiga e famosa, mas ficariam faltando alguns locais que eu gostaria muito de conhecer e por isso elaborei um roteiro com 3 cidades base, uma em cada local. A primeira cidade, onde ficamos 5 noites foi Rudesheim, região de Rheingau. Os vinhedos ficam nas encostas na margens do rio Reno e a Riesling é a uva dominante.

Rudesheim, vinhedos o Vordeburg ao fundo, antigo
castelo onde hoje funciona um  museu do vinho 


Ficamos hospedados no Rudesheimer Breuer Schloss, hotel de propriedade da família Breuer, que produz os famosos Rieslings Georg Breuer, dos mais conceituados da Alemanha, ótimo hotel, perto da principal rua da cidade, com vários restaurantes a lojas de vinho, mas o melhor é que o frigobar era abastecido por vinhos da casa. O Sauvage é o Riesling de entrada da vinícola, mais seco, mineral e muito agradável de beber.



segunda-feira, 5 de março de 2012

Orvieto Coli

Ja fiz um post sobre os vinhos brancos de Orvieto. Feito a partir da uva Trebbiano em maior proporção, esses vinhos brancos da Úmbria sempre me agradam muito. Vinho leve e refrescante, acidez equilibrada e ótimo para acompanhar uma massa com molho leve ou risoto. Nesse dia acompanhou um risoto com cogumelos trufados. Por cerca de R$30,00,  considerei uma boa compra. Mas confesso que não consegui achar mais nenhuma informação sobre o produtor.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um pouco sobre Rieslings alemães

Os melhores vinhos da Alemanha vem em sua maioria dos vales dos rios Reno e Mosel e a principal uva é a Riesling. Os vinhos brancos alemães produzidos com a Riesling são ácidos e frutados e não passam por madeira. Eles podem ser consumidos jovens quando o sabor frutado será mais evidente ou podem ser guardados por até 2 décadas quando estarão com seus aromas mais desenvolvidos. 
O sistema de classificação é baseado no tempo de maturação da uva, que confere um "Prädikat" ao vinho, são siglas e nomes em alemão mais complexos que não vou entrar em detalhes. Em alguns rótulos podemos identificar as denominações Trocken (seco) lieblich (doce) e halbtrocken (meio-seco).

Essa semana abri um Riesling Fritz Haag 2007 que estava guargadado na adega. A vínicola Fritz Haag fica no coração do vale do Mosela e tem um histórico de vinhos bem pontuados por revista especializadas. Ja começa agradando pelo rótulo, simples, limpo, escrito apenas o que é necessário. Apesar de 5 anos de guarda ainda estava bastante frutado com sabor mineral e refrescante, achei até algo frisante, ainda com resquício da fermentação. Um ótimo vinho, principalmente para ser consumido agora no verão.




quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cave Geisse Nature

A vínicola Geisse, da serra gaúcha, foi fundada há mais de 30 anos, mas seus espumantes ganharam certa notoriedade recentemente quando há alguns anos seu espumante premium, o Cava Geisse Terroir ganhou em uma degustação as cegas de Champagnes como Moet & Chandon, Veuve Clicquot e Taittinger, promovida pela sociedade de amigos do vinho de Brasília. Alguns especialistas colocam os espumantes cave Geisse como os melhores espumantes brasileiros.
"Nature"é a denominação que se dá aos espumantes mais secos disponíveis, pois não recebem nenhuma adição de açucar. São os meus preferidos e muito fáceis de combinar com qualquer tipo de prato.
O cave Geisse nature é um excelente exemplar de espumante brasileiro, feito com 70% Chardonnay e 30% Pinot noir, é muito claro, quase branco com bolhas delicadas e sabor intenso e refrescante. Comprei na Casa do Porto por R$ 61,00.


sábado, 17 de dezembro de 2011

Eleitos 2011 de Jorge Lucki na Zahil

Recebi um e-mail promocional da Zahil com a lista de Jorge Lucki dos melhores vinhos do novo mundo de 2011. Ele é colunista do "Valor Econômico", consultor do guia "Descorchados" e de vários livros sobre vinhos traduzidos no Brasil. A lista é grande e a Zahil colocou apenas os rótulos que eles têm disponíveis (óbvio), que repasso aqui. Não experimentei nenhum deles, mas fiquei curioso e estão na minha lista de próximas compras.

Melhor relação qualidade/preço existente no mercado brasileiro

Austrália - The Footbolt Shiraz 2008 - Austrália  (R$ 119,00)

África do Sul - Rupert e Rothschild Classique 2008 (R$ 130,00)

Chile - Aquitania Reserva Cabernet Sauvignon 2009  ( R$ 73,00)

Argentina - Pontillo Malbec 2010  ( R$ 44)

Argentina - Winemaker's selection 2008 Salentein ( R$ 67,00)

A Zahil fica na Rua Outono numero 81, funciona junto com  o restaurante Outono 81.

Brunello de Montalcino em promoção


Há algum tempo acho que o melhor lugar pra comprar vinhos em Belo Horizonte é no Verdemar, a variedade é grande e, os preços que observei comparando com outras distribuidoras é sempre melhor. Estou falando isso porque estive lá essa semana e eles estão com diversos vinhos em promoção. A melhor oferta que achei foi esse post de hoje, Brunello de Montalcino Il Poggione 2005. Tudo bem que 2005 não foi uma excelente safra (como 2006) para os Brunellos devido ao excesso de chuvas, mas esse Brunello mesmo assim é um senhor vinho, recebeu 4 de 5 estrelas pelo consórcio de Brunellos e 93 pontos de Robert Parker. Feito com 100% Sangiovese (Brunello), descansa em carvalho farncês por 36 meses antes de ir pra garrafa. Na taça tem cor levemente alaranjada e no paladar lembra um bom Chianti, só que levemente mais frutado, acidez equilibrada, vai bem sozinho ou melhor ainda acompanhando uma boa massa ou pizza, um verdadeiro ícone da Itália. Vale muito a pena pois está sendo vendido quase no preço "europa", por R$ 99,00, sendo que é raro acharmos por aqui qualquer Brunello, mesmo que de qualidade inferior por menos de R$ 200,00.
Para quem quiser guardar, também vale a pena, pois é um vinho que deve evoluir e melhorar muito com até mais 10 anos de guarda.