quinta-feira, 19 de maio de 2011

Visita a Vínicola Ciacci Piccolomini d ' Aragona - Montalcino

Cerca de 3 meses antes da viajar, pesquisando por sites e indicações de outros viajantes, agendei uma visita na  vínicola produtora do Brunello de Montalcino Ciacci Piccolomini d ' Aragona. Eles tinham um pacote de degustação de 4 taças por 14 Euros por pessoa. Achei bem razoável para uma vinicola renomada produtora de Brunello. Os Brunellos da vínicola são desenvolvidos em aço inox pelos primeiros quatro meses, depois por mais de três anos em barris de carvalho da Eslovênia. 
Saímos de Montepulciano, onde estavamos hospedados, pela manhã em direção a Montalcino, que fica a cerca de 14km, passando pelas mais belas estradas da Toscana e por um caminho de estrada sem asfalto para chegar a fazenda. Fomos muito bem recebidos pela simpática Martina. Na degustação do dia constavam um Rosso de Montalcino 2009, Brunello de Montalcino 2006, Brunello de Montalcino 2003 Riserva e um Montecucco 2009. O que mais chamou a atenção foi o Riserva 2003 com um aroma leve de couro e com os taninos ja bem macios, ao contrário do 2006, ainda um pouco áspero, mas todos muito bons. Acabamos adquirindo também o azeite produzido pela fazenda e servido com pães na degustação, acho que o melhor azeite que experimentei até hoje.


 As fotos são da vista da fazenda e do interior da vinícola.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Estive recentemente na Itália e uma das grandes motivações foram os vinhos italianos. Foram 15 dias de muitas garrafas e experiências gastronômicas e aos poucos vou colocando aqui. A primeira delas é sobre a busca da "Burrata". Ja tinha ouvido falar e sempre tive curiosidade de experimentar, mas no Brasil é muito difícil de ser encontrada. Original da região de Puglia, é um tipo de queijo, considerado um meio termo entre a mussarela de búfala e a manteiga . Tem um gosto ligeiramente azedo, que lembra iogurte. Em Roma tinha lido em algum lugar que poderia encontrar no campo de Fiori, em um mercado, mas que elas acabam rápido e eu teria que chegar cedo. No primeiro dia, acordei muito cedo, pela adaptação ao fuso horário e resolvi ir la procurar, a Pri foi comigo as 6h da manhã, cidade deserta. Mas chegando la não encontramos. No dia seguinte ao passar perto de uma loja de queijos perto da Piazza Navona (não me lembro ao certo do endereço), a Pri resolveu entrar e perguntar, e encontrou. Levamos os últimos 3 pedaços disponíveis para comer no Hotel.  Pela falta de acessórios tive de usar alguns papéis de folhetos que tinhamos no quarto para abrir e uma colher de sorvete para parti-la. O sabor é realmente muito bom, como uma mussarela de bufala com mais sabor e cremosa com um leve azedo no final. Acompanhada de uma Ciabata italiana, ficou sensacional.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Continuando sobre os vinhos brancos, esse post de hoje é sobre um vinho que eu descobri na últíma semana com excelente custo-benefício. É um daqueles vinhos que justificam que vinho bom não precisa ser sempre caro. É um vinho da Alsácia, região que não segue a legislação francesa da produção de vinhos até por que foi anexada a França  há não muito tempo. (Quem não se lembra dos conflitos na Alsácia-Lorena das aulas de geografia?)


Chama a atenção já na garrafa, que dá impressão de conter menos do que os usuais 750ml, com um belo rótulo dourado. Um vinho leve, mineral com tons de melão e maçã verde ao paladar. No rótulo mesmo recomenda que deve ser servido a temperatura de 8 graus, o que realmente o deixa bem refrescante e quase não se sente o alcool, presente na porcentagem de 12,5%. Harmonizou muito bem na noite em que tomamos com bruschettas ao pesto de manjericão (a receita virá em breve).

O preço?  R$ 43,00 na Casa do Vinho. Vale lembrar que foi premiado em 2008 como melhor vinho branco da Alsácia.


domingo, 20 de março de 2011

Quando eu comecei a apreciar e estudar vinhos, percebi que aqui no Brasil, a maioria das pessoas tem um certo preconceito com os vinhos que não sejam os tintos.  E a ironia é que os vinhos brancos e os espumantes são perfeitos para o nosso tipo de clima. Servidos em temperatura mais baixa do que os tintos, são quase sempre muito refrescantes. Minha teoria é que esse preconceito se formou há algum tempo, quando o  Liebfraulmich, o "alemão da garrafa azul " muito servido em festas, causou dor de cabeça em muita gente. 
Fato é que me tornei um fã dos vinhos brancos e espumantes e esse post é pra falar de um que experimentamos semana passada, um Coppola Chardonnay 2007, vinho muito refrescante, com aromas de maçã e pêra, suave, que não ficou sequer enjoativo no final da garrafa. Francis Ford Coppola, com os lucros de O Poderoso Chefão II, comprou uma vinícola na Califórnia e produz vinhos de grande qualidade. Indico esse vinho pra quem quer começar a quebrar os preconceitos contras os vinhos brancos.